Se me perguntam se eu sou otimista respondo que não. Então eu sou pessimista? Também não. Então eu sou o quê? Uma pessoa que tem fé em Deus. Parece um preciosismo bobo, mas não é. Eu explico.
Se você pergunta a uma pessoa que se diz otimista por que ela acredita que as coisas vão dar certo, ela responde que acredita porque acredita e pronto. Se você não se dá por satisfeito e insiste na pergunta, é provável que ela diga que é por causa da “força do pensamento positivo” ou coisa parecida. E é aí que está a grande diferença entre ser um mero otimista e ser uma pessoa que acredita na ação divina. E há, pelo menos, três fatores importantes aí.
O primeiro fator, obviamente, está na crença em que é Deus, e não a “força do pensamento positivo”, o destino ou qualquer coisa impessoal, que vai conduzir as circunstâncias a bom termo. Um exemplo bíblico é aquele do naufrágio em que o apóstolo Paulo se viu envolvido. Ninguém cria que ia sair vivo daquela situação. Ninguém menos o apóstolo. E ele deu a razão porque cria que, não apenas ele, mas todos os participantes da viagem sobreviveriam: “Portanto, ó varões, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito” (Atos 27.25).
O segundo fator tem a ver com a nossa participação no processo. Sim, porque quem crê no Deus da Bíblia sabe que Ele age em função das atitudes, das ações e das orações daqueles que nele creem. Então, quando eu digo que alguma coisa vai terminar bem, é porque eu estou, no mínimo, orando para que aconteça. Isso é extremamente importante. A Bíblia nos revela um Deus que age na Terra em parceria com o ser humano. Ele poderia fazer tudo sozinho, mas prefere contar com a nossa participação. Se quisermos que as coisas andem bem, temos que fazer por onde.
O terceiro fator está relacionado com a submissão a Deus. Quando eu digo que creio em Deus, estou deixando a porta aberta para Ele agir como quiser. Se Ele e eu trabalharmos juntos, provavelmente vamos conseguir fazer com que as coisas aconteçam do jeito que eu penso ser o melhor. Eu tenho uma razoável sintonia com Ele e, assim, Ele opera em mim “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade para comigo” (ref. Bíblica). Mas pode ser que a sintonia, em alguma situação específica, não esteja lá muito boa, e eu não tenha captado o que seja melhor acontecer dentro daquela situação. Então, Deus não fazer o que eu penso ser o melhor, mas sim, o que é realmente o melhor. Por que não? Além disso, Ele pode fazer algo totalmente diferente. E pode até não fazer nada. Ele vê o que eu estou vendo e o que eu não estou vendo. Vê o presente e o futuro. Enfim, não sou eu, com todas as minhas limitações, que vou dizer a Ele o que é melhor. E se as coisas não andaram como eu queria, não é porque eu não fui otimista o suficiente, mas porque Deus quis que fosse de outra maneira, e amém!
Uma coisa é certa: enquanto houver gente disposta a trabalhar em parceria com Deus, muitas coisas boas vão acontecer por aqui. Disso eu tenho absoluta certeza. Porque eu sei que Deus quer assim.
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