“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” Sl 127.1.
A expressão “edificar a casa”, contida no início do Salmo 127, refere-se tanto ao trabalho de colocação dos alicerces, levantamento das paredes, colocação das portas e janelas e assim por diante, como também à estruturação da família que vai morar na casa, incluindo os vínculos afetivos, o preparo e a colaboração de todos para o bem-estar comum.
O texto não dá margem para que ninguém deixe por conta de Deus as tarefas da construção física nem o aperfeiçoamento do lar. O que o salmista está dizendo é que nós devemos fazer a nossa parte, mas sempre reconhecendo que, sem a bênção do Senhor, todo o trabalho será vão, seja qual for a área de que estejamos tratando.
Da mesma maneira, a segunda parte do verso, a que trata da segurança da cidade, não diz que as sentinelas, as pessoas responsáveis pela defesa física dos cidadãos, são dispensáveis. A ideia é a mesma: os homens devem fazer a sua parte, mas devem, também, reconhecer sua dependência de Deus e buscar a bênção do “Guarda de Israel”.
Falando da imprevisibilidade do dia e hora de sua segunda vinda a esta Terra, o Senhor Jesus nos diz: “Sabei, porém, isto: que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa. Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lucas 12.39, 40). A lição principal, aí, é escatologia; mas, há uma lição subliminar: como o ladrão sempre aparece de surpresa, nós devemos ser cuidadosos o tempo todo.
É claro que a parábola do Bom Samaritano, registrada em Lucas 10, versos 25 a 35, também não tem o objetivo de ensinar-nos acerca da nossa segurança pessoal. Mas vale a pena observar que o homem que “…caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto” passou por essa experiência terrível porque “…descia de Jerusalém para Jericó” (verso 30). O caminho que esse homem percorria era muito íngreme, cheio de curvas e, talvez por isso mesmo, costumava ficar deserto em determinadas horas do dia. Ele foi imprudente. Expôs-se indevidamente e pagou caro por isso. Lendo, então, essa parábola, aprendemos a agir com amor para com os feridos que encontrarmos pela vida a fora e aprendemos, também, a não andar sozinhos por caminhos perigosos. Já se passaram dois mil anos desde o tempo que Jesus contou a parábola, mas os métodos utilizados pelos malfeitores continuam os mesmos! Portanto, tenhamos cuidado com eles.
Bem, a sociedade brasileira está vivendo dias de tanta insegurança, por causa de uma série de fatores coplexos com os quais as autoridades, as “sentinelas”, estão com dificuldade para lidar. É aí que entra o “…se o Senhor…”. Temos que orar a Deus para que as nossas instituições funcionem bem e para que as nossas autoridades ajam com eficiência. É disso que tratam os três primeiros versículos de I Timóteo, capítulo 2: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graça por todos os homens: pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador”.
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