Brasília, 11 de dezembro de 2011.
Em I Reis 9.10-13 vemos o rei Salomão “pagando o maior mico” ao presentear um amigo seu. Nesse episódio, então, aprendemos que não basta ser inteligente, nem rico, como Salomão era, para presentear bem. No episódio, o rei de Israel presenteou o rei de Tiro com vinte cidades da Galileia. Hirão chamou as terras que recebeu como presente de “Terras de Cabul”, que significa “terras imprestáveis”. Aí está a primeira lição que aprendemos: o presente que damos precisa ter alguma utilidade, mesmo que seja apenas para tornar a vida da pessoa presenteada mais agradável, como um perfume, um adorno ou uma guloseima.
Salomão até que acertou no tipo de presente que deveria dar. Afinal, Hirão era um desbravador e construtor. Nada mais natural do que lhe dar cidades de presentes. O problema foi a qualidade do presente. Aí temos também algo a aprender. Para criança se deve dar presente de criança: brinquedos, adornos e coisas assim. Se a gente achar que a criança a ser presenteada necessita de roupa, calçado, material didático, tudo bem. Mas não pode faltar um brinquedo ou outra coisa dessa natureza, para deixar a criança realmente feliz. Se é presente para a esposa, para a mãe, ou para outra pessoa do sexo feminino, que ninguém apareça com batedeira de bolo, aspirador de pó, coisa que lembre trabalho braçal. É melhor dar um adorno, um perfume (cuidado para não dar perfume de má qualidade), ou, se possível, uma joia.
Outra coisa que aprendemos com o episódio que envolveu Salomão e o rei de Tiro: não sejamos ingratos na hora de presentear. Hirão foi um grande companheiro de Salomão. Ajudou-o com o melhor que pôde, e, ao final, ainda presenteou Salomão com coisas muito preciosas, inclusive ouro. É claro que o presente não tem o sentido de pagar pela amizade ou pelos favores de ninguém, mas é verdade, também, que não se pode ser “pão duro” na hora de presentear alguém por quem tenhamos grande apreço. Enfim, parece que Salomão quis economizar dinheiro e acabou economizando inteligência também. Porque se ele tivesse usado um pouquinho da inteligência que lhe era peculiar, ele deixaria que outra parte do seu ser funcionasse naquele episódio: o coração. A moral da história que eu procurei construir a partir da história de Salomão e o rei de Tiro é esta:
O fator número um para se presentear bem se chama amor.
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