Brasília, 9 de outubro de 2011.
Do dia 29 do mês passado ao dia 1º deste mês a CEADDIF, convenção à qual nossa igreja é filiada, realizou sua 93º Assembleia Geral Ordinária em nosso templo. A principal decisão tomada pela Convenção nessa Assembleia foi o de ter mulheres entre os seus membros. A partir de agora a CEADDIF pode ordenar mulheres como pastoras e evangelistas.
A decisão da Assembleia da Convenção não foi tomada sem um árduo debate. E não se esperava que fosse diferente. Sempre que se discute, nos arraiais evangélicos, principalmente assembleianos, a possibilidade de se terem mulheres como pastoras, entram em ação conceitos errôneos profundamente arraigados em nossa alma, misturados com o medo e enfrentar o status quo e de outras coisas menos confessáveis.
A questão não é nova. Na primeira Assembleia da Convenção Geral das Assembleias de Deus, realizada em 5 de setembro de 1930, na cidade de Natal, ela foi debatida. E, na minha opinião, não chegou a um bom resultado. Mesmo tendo ali uma mulher chamada Frida Vingren, que estava em nosso país por causa do seu amor pela obra de Deus, a decisão foi a de não aceitar mulheres na liderança de nossas igrejas.
Mas, para mim, essa questão vem lá do Jardim do Éden. Até a queda, homem e mulher viviam em pé de igualdade. Afinal, como nós costumamos dizer, a mulher não foi feita com algum osso da cabeça do homem, para não viver pisando nele, nem do pé para não ser pisada, e, sim da costela, para viver lado a lado com ele. Mas eles deram lugar ao pecado, e veio a dominação do homem sobre a mulher. Como parte da maldição sobre a mulher, Deus lhe disse “…o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gênesis 3.16).
Ao mesmo tempo que pronunciou a maldição sobre a mulher, Deus anunciou que dela mesma viria à libertação, dizendo à serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3.15).
A maldição sobre a mulher se cumpriu. E como se cumpriu! Ela tem tido séculos, milênios, de uma dominação impiedosa, humilhante, burra. Mas, glória a Deus, a bênção também tem se cumprido. Jesus, a “Semente da Mulher” já veio e pagou o preço para que toda a maldição que pesava sobre os homens e sobre as mulheres caia por terra. O problema é que os homens, os dominadores, não querem aceitar que as mulheres sejam plenamente abençoadas.
Quando a Igreja Cristã nasceu, o mundo todo aceitava com naturalidade que a mulher fosse tratada como um ser inferior. À medida em que as pessoas iam assimilando o verdadeiro significado do Evangelho, essa situação ia mudando. Mas, passado algum tempo, o cristianismo assimilou uma série de práticas pecaminosas, como a idolatria, a visão deturpada da sexualidade, e outros tipos de desprezo pela Palavra de Deus, e o mundo mergulhou, outra vez em trevas.
No século XVI veio a reforma protestante e o cristianismo começou a ser colocado, outra vez, nos trilhos. É necessário que entendamos que a Reforma não foi um ato instantâneo. Ela colocou em ação um processo que, sob muitos aspectos, ainda não terminou.
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