Brasília, 21 de agosto de 2011.
“Tornarei a sua testa como a mais dura das pedras, mais dura que a pederneira. Não tenha medo deles, nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde” (Ezequiel 3.9)
Que título daríamos a Ezequiel, o profeta que não apenas pôde ver, com clareza impressionante, fatos que ocorreriam séculos à sua frente, mas também a queda de Lúcifer que ocorreu antes de existir o próprio tempo? Como chamaríamos esse homem que viu a nação de Israel renascer como a ressurreição de um monte de ossos secos, que viu a glória do Senhor como nenhum outro do Antigo Testamento e, de quebra, o governo do Messias na Terra?
Com base em nosso texto de hoje, eu chamaria Ezequiel de “O profeta da cara de pedra”. Ele foi o homem que teve de lidar, dramaticamente, com uma geração constituída, predominantemente, de pessoas “cara de pau”. Contra os “caras de pau” Deus levantou o “cara de pedra”.
O povo não tinha vergonha de pecar. De adorar ídolos. De ser infiel a Deus. De colocar em risco o plano divino de abençoar todas as nações através de Israel. A corrupção era geral. O cinismo estava profundamente arraigado no coração daquela gente. No entanto, Deus, em seu inexplicável amor, quis operar purificação, restauração e a continuidade de seu projeto de reinar em todas as nações.
Àquela altura, o depoimento de Deus foi este: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum (Ez 22.30)”. Deus precisava de alguém para uma missão muito difícil. E chamou a Ezequiel.
Ezequiel sofreu muito, passou por experiências muito difíceis, mas cumpriu sua missão. Deus o preparou para isso. Fez o rosto dele como de pedra, isto é, deu-lhe firmeza, determinação e coragem. Nada o abalou.
Como foi que Deus fez com Ezequiel o profeta da cara de pedra? Em primeiro lugar mostrando-lhe sua glória. Quem conhece a majestade e o poder de Deus não se impressiona com qualquer coisa. Em segundo lugar, mostrando-lhe a verdadeira origem do mal que operava nos homens do seu tempo. Não adianta querer combater contra pessoas humanas. O problema real não está nelas. Ezequiel não desperdiçou suas energias brigando com gente de carne e osso. Finalmente, Deus mostrou a Ezequiel o resultado do seu trabalho no futuro. Quem serve a Deus precisa acreditar na validade daquilo que faz quando trabalhamos com esperança, suportamos bem as dificuldades.
A obra de Deus continua na Terra. Ele continua querendo produzir homens de cara de pedra. Nossos dias são outros. As pessoas são outras. Mas o processo é o mesmo.
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