Brasília, 10 de julho de 2011.
Dizem que a melhor maneira de combater a criminalidade é não ser um criminoso. Sim, porque quanto menos pessoas se dispusessem a praticar o mal, menos coisas ruins aconteceriam no mundo. E é isso mesmo.
E com respeito ao problema do abuso de drogas, o princípio mencionado acima se aplica? Claro que sim, só que de maneira muito mais profunda do que se pode imaginar. Há muita gente contribuindo para a existência desse, que é, sem dúvida, o maior problema social do mundo de hoje, sem se dar conta.
Certos países que combatem duramente o tráfico são criticados porque não combatem com a mesma disposição o consumo de drogas. Quem critica diz: “Se não houvesse o consumo, não haveria o tráfico”. É verdade, mas como combater o consumo? Como impedir que uma pessoa queira usar drogas?
O usuário de drogas quer o prazer que elas dão, sem se importar com as consequências para ele, muito menos para os outros. Amanhã seu cérebro vai estar mais arruinado do que hoje e de maneira irreversível. Mas isso é amanhã. O que importa é o dia de hoje, é o momento presente. As pessoas que o amam estão arrasadas, parentes, amigos e outros serão roubados e até assassinados. Mas serão as outras pessoas. O problema não é dele. O que importa?
Mas será que essa não é a filosofia reinante em toda a sociedade? Não se vê por toda a parte o incentivo para que as pessoas busquem os prazeres sem se importarem com as consequências? O que é o tabagismo senão isso? E o alcoolismo? E a prostituição? E o homossexualismo? E a infidelidade conjugal? E as relações íntimas sem o compromisso do casamento? E o desvio de verbas públicas? E tantos outros comportamentos danosos que são considerados chiques, modernos, aceitáveis e até desejáveis?
Existem pessoas que têm todo o interesse em que o consumo de drogas aumente cada vez mais: os traficantes. Para eles, quanto mais viciados existirem e quanto mais eles consumirem drogas, melhor. É a desgraça dos escravos das drogas que faz a felicidade deles.
Da mesma forma, existem pessoas que têm interesse em que este mundo seja cada vez mais dominado pela maldade: satanás e seus demônios. Para eles, quanto mais às pessoas pecarem, desonrando a Deus e a si próprios, melhor. A tática que utilizam para atingir seus nefandos propósitos é a mesma dos traficantes de drogas: inculcar nas pessoas a ideia de que a busca pelos prazeres, independentemente de quais serão as circunstâncias, é o alvo supremo da vida.
O mundo mal e inóspito em que vivemos é o resultado da “soma” de todos os pecados que nele são praticados. Quem deseja, realmente, que este mundo seja melhor, deve fugir do pecado. Como disse o apóstolo:
“Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a”. (I Pe 3.10, 11)
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