Brasília, 22 de maio de 2011.
O verso 3 do salmos 126 é muito citado pelos cristãos em momentos de ação de graças: “Cosas grandiosas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres”. E a razão é simples: Deus continua a fazer grandes coisas em favor daqueles que n’Ele confiam.
O “versículo da celebração”, como eu chamo aquele texto que acabei de citar, é antecedido e sucedido pela menção de grandes dificuldades pelas quais o povo de Deus, no tempo do salmista, passou. O salmo começa falando de certo “cativeiro”. Isso se refere a um período de setenta anos em que os judeus ficaram exilados e escravizados na terra dos caldeus. Tempo de muita tristeza e sofrimento. Mas o tempo da escravidão passou. Deus trouxe de volta os cativos!
Depois de dizer que Deus havia feito “coisas grandiosas” em seu favor e em favor dos patrícios, o salmista faz uma breve oração pedindo novos livramentos e diz bruptamente: “Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão”. Aí está o sofrimento de novo: semear com lágrimas. Mas está também a alegria fechando um novo ciclo. A alegria da colheita.
Uma das grandes lições do salmo 126 é esta: os períodos de sofrimento nesta vida são inevitáveis. Mas se confiarmos em Deus, cada período de dor e dificuldades será sucedido por outro de alegria e celebração.
Há muitas maneiras de expressar nossa confiança em Deus. Uma delas é esta: nunca desperdiçar a oportunidade de transformar cada fase de sofrimento numa semeadura. É justamente por isso que o escritor sacro fala de semear em lágrimas logo depois de falar em cativeiro. Ele, o salmista, transformou seu tempo de exílio em um tempo de semeadura. Assim, ele pôde colher livramento. E colheu com alegria. Sua boca se encheu de riso e sua língua de cantos de alegria. A liberdade chegou! A colheita chegou!
Como é que se transforma um tempo de sofrimento em uma verdadeira semeadura? Em primeiro lugar, tirando as lições que possam ser extraídas dos sofrimentos. Sim, os sofrimentos nos ensinam muitas coisas: por exemplo, podem nos ensinar a sermos mais humildes, mais solidários, a valorizar mais as coisas que já temos, a tirar força das fraquezas. Em segundo lugar, orando a Deus com um coração quebrantado, por nós mesmos e por outras pessoas que também estejam passando por sofrimentos. Assim, estaremos nos habilitando a ser intercessores em todos os tempos que virão. Em terceiro lugar, exercitando e fortalecendo a nossa fé, de maneira que ela também nos acompanhe pelo resto da vida. Aprender a confiar em Deus e nunca perder a esperança é uma semeadura bendita que, certamente, nos conduzirá a alegres colheitas.
O final do salmo 126 arremata bem tudo o que foi dito ao longo dele:
“Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo seus feixes”.
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