Brasília, 28 de fevereiro de 2010.
Todos sabem que, desde os primeiros anos de nossa Era, cristãos têm sido torturados e assassinados por causa de sua fé. Os servos do Senhor Jesus foram apedrejados, devorados por feras, queimados vivos, enforcados, fuzilados, mergulhados em azeite fervente, e assassinados de muitas outras maneiras. Em muitos lugares do mundo essas coisas acontecem ainda hoje. Mas isso nunca foi uma real ameaça para a igreja. Tanto que ela está de pé até hoje e, paradoxalmente, quanto mais ela é maltratada fisicamente, mais ela cresce. A maior ameaça que a Obra do evangelho tem sofrido é outra.
Não podemos destruir a Igreja fisicamente, o inimigo tenta, e muitas vezes e em muitos lugares consegue corrompê-la, desvirtuá-la, descaracterizá-la. E isso representa um perigo real.
A Igreja é aquilo em que ela crê. E nós precisamos crer no que a Bíblia ensina e viver suas verdades. Se nós cremos em algo diferente do que a Palavra de Deus ensina, automaticamente o nosso viver vai refletir isso e vamos deixar de ser igreja.
Criar e disseminar heresias são uma arte que o diabo domina muito bem. Faz parte dessa arte, mascarar a mentira como se fosse verdade, misturar mentira com verdade, fazer com que mentiras perigosas pareçam inocentes, e assim por diante. O diabo sabe fazer isso muito bem.
O apóstolo Paulo gastou boa parte de suas energias e de seu tempo lutando contra enganos doutrinários. Uma amostra disso são as advertências que ele fez aos anciãos de Éfeso (Atos 20:28-31), aos seus filhos na fé Timóteo e Tito (I Tm 4.1-3,16; II Tm 2.15-18, 25, 26; 3.1-9; 4.1-3; Tt 1.10-16), e a epístola que escreveu aos Gálatas. O apóstolo Pedro também andou às voltas com os hereges do seu tempo e nos adverte com respeito aos que surgiram depois (II Pe 2.1-22). Curiosamente, Pedro teve que lidar com gente que já construía heresias em cima dos escritos de Paulo (II Pe 3.16,17). Tiago, João e Judas também não pouparam esforços para combater os hereges e seus erros doutrinários (Tg 5.19,20; I Jo 2.18-26; 4.1-4; II Jo 7-11, Jd 4.19).
Se alguém pensa que heresia é coisa de pouca gravidade, saiba que o apóstolo Paulo amaldiçoou a quem dissemina o engano no meio do povo de Deus, ainda que seja um anjo do céu (Gl 1.6-9). O próprio Senhor Jesus Cristo faz severas advertências às igrejas que abrigaram e que abrigarem heresias em seu seio (Ap 2.14-16, 20-23).
Hoje em dia já existem pessoas influentes no seio do cristianismo advogando a ideia de que não se deve exercer nenhum controle sobre o que se ensina aos novos crentes. À guisa de “libertar” a Igreja de gastos e esforços para a manutenção de estruturas organizacionais, essas pessoas pregam que se deve abolir todo o tipo de liderança formal e, consequentemente, igrejas, convenções, concílios e até denominações. Na verdade, esta é uma heresia que vem para escancarar as portas para os outros tipos de heresias. Basta ver que, diante da necessidade de combater a primeira heresia que aflorou no meio do cristianismo, os líderes se reuniram organizadamente na cidade de Jerusalém (veja o capítulo 15 do livro de Atos).
Manter estruturas organizacionais tem o seu preço em dinheiro, esforços e desgastes físicos. Mas foi através delas que o cristianismo chegou até nós e com razoável integridade. Muitos dos que lutam contra isso devem a vida às denominações e instituições que já existem há muitos anos. Eles estão “cuspindo no prato que comeram”. Mas o pior não é a ingratidão que cometem: é o perigo que representam.
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