Brasília, 7 de dezembro de 2008.
Entre tantas coisas úteis que Jesus ensinou no seu maravilhoso Sermão da Montanha, houve especial cuidado com a prática da oração. Talvez seja esta, justamente, a parte mais conhecida desse sermão que é conhecido como “A constituição do Reino dos Céus”. O Mestre disse: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o teu nome…” (Mateus 6.9).
Jesus colocou toda a “oração modelo” no plural: “Pai nosso…o pão nosso…nos dá…e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores…”. Disso subentende-se que o Senhor esperava e espera que os seus discípulos orassem e orem juntos.
É claro que a oração individual é muito importante. Jesus orava a sós muitas vezes (Mt 14.23; Lc 9.18, etc). No entanto, nunca devemos ignorar o valor da oração em conjunto.
Quando a gente lê os Atos dos Apóstolos, percebe que os primeiros discípulos assimilaram muito bem o ensino de Jesus acerca da oração coletiva. Há reiteradas referências a este tipo de oração: capítulo 1º, versos 14 e 21; 2.42; 4.24; 6.6; 12.5; 13.2,3, etc.
Quando se chega ao capítulo12 do livro de Atos, vê-se a Igreja vivendo um momento dramático. Estevão, o mais eminente dos diáconos, já havia sido morto por apedrejamento. Tiago, um dos principais líderes da Igreja acabara de ser morto à espada, por mandado de Herodes, e Pedro, logo o apóstolo Pedro, está preso e com data para ser morto. Realmente, a situação estava muito difícil. Mas o versículo 5 nos diz algo extremamente importante: “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. Certamente, como resultado dessa oração feita pelo povo de Deus unido, as coisas tomaram um rumo completamente diferente do que parecia ser inevitável.
A oração coletiva tem um poder especial por vários motivos. Se o poder dela fosse apenas a soma do poder das orações de cada participante, já seria algo muito valioso. Mas ele é maior do que isso.
Jesus quer que o seu povo exista como um corpo. Cada indivíduo é um membro dele e, como tal, é muito importante. Mas membros desarticulados não formam um corpo. Esses membros precisam articular-se uns com os outros e, além disso, eles têm que estar dispostos a funcionar sob uma coordenação central e a trabalhar em função do corpo como um todo e não apenas em função de si mesmos. Orar em conjunto é uma das maneiras de expressarmos tudo isso. Não é tão fácil, mas é necessário.
Quando a igreja se une para orar, Deus se alegra, os anjos se mobilizam e o inferno treme. A Igreja orando é o corpo funcionando.
A oração coletiva traz benefícios para a coletividade. É claro que se a coletividade é beneficiada, seus componentes são beneficiados automaticamente. Além disso, o grupo pode orar por indivíduos, tal como igreja orou por Pedro e como Paulo tantas vezes pediu aos irmãos que orassem por ele (Rm 15.30; Ef 6.18-20; etc).
Exercitemos a oração individual. Intensifiquemos a oração coletiva.
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