Brasília, 25 de maio de 2008.
Dizem que três líderes religiosos conversavam sobre administração financeira. Uma perguntou a outra: “Como é que você administra o dinheiro que os fiéis trazem como oferta para Deus?”. Ele respondeu: “Eu faço um círculo no chão e me coloco no centro dele. Jogo o dinheiro das ofertas para cima. O dinheiro que cai fora do círculo eu considero com sendo de Deus. o que cai pra dentro do círculo eu considero como sendo meu e o utilizo para o meu próprio sustento. E você, como faz?”. “Bem, disse o primeiro, eu falo quase igual a você. Só que eu destino para Deus o dinheiro que cai dentro do círculo e tomo para mim o que cai do lado de fora”. Aí esses dois ficaram olhando para o terceiro, esperando que ele dissesse qual o seu procedimento diante da questão estava sendo discutida. Não demorou muito e ele começou a satisfazer a curiosidade dos colegas. “Meu método também é muito parecido com o que vocês utilizam. A diferença é que, ao jogar o dinheiro pra cima, aquilo que cai no chão eu considero como sendo meu. O que não cair, eu considero que Deus pegou pra ele”.
Se você não riu porque já conhecia a anedota, tem problema não. Se você não riu porque não gosta de ver anedota no boletim da igreja, perdoe-me. O que eu quero com ela é chamar a atenção para o fato de que algumas pessoas têm dificuldade para dar a Deus alguma coisa.
Há quem pense assim: “Deus não é a pessoa mais rica que existe? Então ele não precisa que eu lhe dê nada”. Outros imaginam que só teriam a obrigação de dar aquilo que lhes sobrasse. Como nunca sobra nada, eles se sentem absolutamente desobrigados de dar qualquer coisa. E tem aqueles que até trazem ofertas ao templo, mas sua atitude não é a de quem está dando e sim de quem está participando de um investimento altamente rendoso. Se não for assim, “saem do jogo”. E saem reclamando muito.
Dar é dar. É abrir mão de algo sem esperar receber nada em troca. Senão, não é dádiva: é troca.
Quem é dotado do dom da generosidade, tem prazer no simples ato de compartilhar aquilo que tem. Se o outro vai agradecer, se vai retribuir nada disso o preocupa. A Bíblia diz que “Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9.7b). Deus espera que nós tenhamos prazer no simples ato de compartilhar. O prazer deve estar nisso e não na eventual retribuição.
É verdade que Deus é absolutamente fiel e retribui aquilo que damos ou fazemos para ele. Mas que fique bem claro: Deus não tem, nunca teve e não terá a obrigação de fazê-lo. Até porque, na verdade, ele sempre está na dianteira. A gente já chega neste mundo na condição de devedor. E nunca teremos como pagar por tudo o que Deus nos dá; o dom da vida, o ar, a água, e tantas outras coisas. A indignação contida em Romanos 11.35 enfoca bem a questão: “Quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?”
Compartilhar com os nossos semelhantes aquilo que Deus nos dá, é fonte de alegria. Pessoas dadivosas são sempre felizes. Elas possuem uma alegria perene, profunda, de uma qualidade tal que dinheiro nenhum do mundo pode comprar. O avarento, ao contrário, é infeliz. É escravo dos bens materiais. A Bíblia o chama de “idólatra” (Colossenses 3.5). Em Efésios 5.3 a avareza é colocada em pé de igualdade com a prostituição e é considerada como algo indigno até de ser mencionados pelos servos de Deus.
Agora, se compartilhar com seres humanos aquilo que temos já é fonte de tanta alegria, quanto mais compartilhar com Deus, nosso bondoso Pai! Que privilégio! Como é bom saber que Ele, embora não necessite aceita as nossas ofertas como prazer! Já pensou que coisa maravilhosa é causar alegria no coração de quem habita no céu e é a pessoa mais importante que existe! Olhe, eu vou terminar estar palavras formulando-lhe os votos que alguém fez para o rei Davi:
“O Senhor teu Deus tome prazer em ti” (I Re 24.23).
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