Brasília, 20 de agosto de 2006.
Eleições municipais, normalmente, são muito movimentadas. Não é para menos: o trabalho daqueles que serão eleitos afetará, de maneira muito direta e imediata, a vida dos seus concidadãos. Além do mais, os candidatos são pessoas dali mesmo, gente bem conhecida e com acesso muito fácil e contínuo aos eleitores. Enfim, todo mundo se conhece e as virtudes e defeitos das pessoas mais eminentes são comentados em todo tempo e em todo lugar.
Numa cidade no interior do Brasil, um candidato a vereador era considerado por muitos como imbatível. Um amigo seu, também candidato, ao contrário, era fraquinho, fraquinho. Aí o que estava em condição confortável resolveu trabalhar em favor do companheiro desfavorecido. Passou a dizer a muitos dos seus eleitores: “Olhe; eu me sinto honrado pela confiança que você tem em mim e pelo apoio que me tem dado nestas eleições. Graças a você e a tantas outras pessoas desta cidade, já estou, praticamente, eleito. Por outro lado, estou preocupado com o fulano que é tão honesto e capaz, mas, por ser pouco conhecido como político vai acabar perdendo a chance de prestar bons serviços à nossa comunidade. Sinceramente, eu ficaria grato se você, ao invés de votar em mim, votasse nele. Com os votos dos outros simpatizantes da minha candidatura, eu me elejo e nós dois poderemos exercer o mandato”.
Os eleitores gostaram tanto da ideia que passaram a difundi-la por conta própria. Sabe o que aconteceu? O candidato forte perdeu a eleição e o seu amigo, que era fraquinho, fraquinho elegeu-se com votação muito expressiva. O candidato forte teve a virtude do altruísmo, mas cometeu o pecado do excesso de autoconfiança.
Claro que devemos ser autoconfiantes. Como eu posso esperar que os outros confiem em mim se eu mesmo não confio? Mas o excesso é prejudicial, principalmente quando induz ao descuido.
Nunca podemos nos descuidar do preparo para cada tarefa que tenhamos de desempenhar. Por mais simples que seja o trabalho de nossa fé a outras pessoas precisamos nos preparar. Em I Pedro 3.15, está escrito: “Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temos a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. Também o apóstolo Paulo escreveu: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2.15).
Nunca podemos nos descuidar de nossa comunhão com Deus. Em primeiro lugar, porque tudo o que fizermos deve ser para a glória d’Ele, de acordo com o que está escrito em I Coríntios 10.31. Em segundo lugar, porque sempre dependemos do Senhor. Por mais que estejamos preparados, seja para o que for nada podemos fazer sem a bênção d’Ele. Do Senhor vêm a inspiração, a direção, a força e as oportunidades. Reconheçamos isto sempre.
Terminemos estas reflexões lembrando-nos de dois versículos do livro de Provérbios. 1º) Capítulo 16, verso 9: “O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos”. 2º) Capítulo 21, verso 31: “O cavalo prepare-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória”. Amém.
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