Brasília, 27 de abril de 2003.
VIDA E MORTE
É uma visita pastoral. O pastor está no quarto de uma senhora que por muitos meses tem estado gravemente enferma.
Como é normal, o pastor, antes de sair faz uma oração. “Senhor, tu tens visto o sofrimento de tua serva”. A doente também está orando, acompanhando a prece do reverendo. “Sim, Deus, tu tens visto o meu grande sofrimento”, diz ela em voz alta. O pastor continua: “Meu Deus, esta enfermidade tem maltratado tua filha por tanto tempo…”. “É Senhor, como tem durado esta enfermidade…”.
O ambiente é pesado e triste. A oração prossegue: “Deus, tu tens poder para curar esta pobre mulher…”. “É, Deus, tu tens poder para me curar”. “Senhor, se tu queres, cura tua filha agora mesmo”. “Cura mesmo Senhor”. “Mas, se tu não queres, prepare-a e leve-a logo para o céu”. “Essa não”, responde a moribunda com muita ênfase!
Há uma canção antiga, lá do Velho Oeste Norte-Americano que diz: “Todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer”.
Tudo bem, o apego à vida física, até certo ponto, é normal. Cada pessoa defende sua vida até instintivamente. Deus nos fez assim.
Devemos fazer tudo para preservar a vida das pessoas. E não apenas para preservar, mas também para que elas tenham boa qualidade.
Por outro lado, precisamos ter cuidado para não nos apegarmos excessivamente ao viver físico. Esta vida vai acabar mais cedo ou mais tarde. Ninguém vive neste mundo para sempre. Um dia o corpo físico morre e o espírito entra na eternidade. Precisamos, mesmo, nos apegar À vida eterna, à vida do espírito.
Há pessoas que se preocupam tanto com a vida física que se esquecem da espiritual. Quando o corpo morre, neste caso, o espírito também está perdido.
A verdadeira vida cristã é voltada, principalmente, para as coisas do espírito. A vida terrena deixa de ser um fim em si mesmo. Entendemos que ela é apenas um curtíssimo estágio para entrarmos na eternidade. A vida aqui dura sessenta, setenta, cem, cento e dez anos. A eternidade é maior que um trilhão de anos.
Aqui nos preparamos para a eternidade. Aproveitamos, também, para judar outras pessoas a terem uma vida terrena melhor e a irem para uma eternidade feliz. Este é o sentido da vida.
O apóstolo Paulo, um dos cristãos mais conscientes que já passaram por este mundo, deixou-nos escrito em Filipenses 1, versos 21 ao 23:
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra,não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”.
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