Brasília, 07 de junho de 1998.
Conheci um irmão que foi excluído da igreja porque foi flagrado “brechando” um jogo de futebol, traduzindo: Ele foi excluído porque estava assistindo ao jogo pela brecha do muro do estádio de futebol. Revoltado, aquele irmão ficou afastado da igreja durante muitos anos.
A bem da verdade, diga-se que não só as Assembleias de Deus, mas quase todas, se não todas as denominações evangélicas, tiveram sua fase de oposição ao futebol e aos outros esportes. Muitas Assembleias de Deus se opõem até hoje. A única explicação para isso se chama “zelo” em muitos casos excessivos.
Zelo em excesso, como quase tudo em excesso neste mundo, é prejudicial. Mas o zelo exercido com equilíbrio é útil. Dito isto, passo a dar a minha palavra pastoral de hoje um tom de zelo e, justamente, em relação ao futebol, espero não cometer nenhum excesso.
A simpatia de um cristão por um time em particular ou pelo futebol em geral, nunca pode ser mais forte, nem igual, nem a metade, de seu apego à obra de Deus ou ao próprio Deus. Senão passa a ser idolatria. Idolatria é pecado grave. Perder um jogo ou mesmo um campeonato, nunca deve ser capaz de produzir uma tristeza tal que nos faça perder o gozo da salvação. O desagrado com o árbitro do jogo ou a antipatia do time adversário nunca nos deve levar à amargura ou a proferir palavras impuras.
O tempo gasto jogando ou assistindo ao futebol não pode ser maior do que o tempo gasto com a comunhão e com o serviço ao Senhor. Como avaliar isso? É bem razoável que nós dediquemos, pelo menos, o dízimo do nosso tempo diário (duas horas e vinte e quatro minutos) para o serviço direto a Deus. Com isso estamos nos referindo à leitura da Bíblia, à oração, à assistência aos cultos e à participação em outras atividades da igreja. Três coisas precisam ser levadas em conta aqui: primeira, estamos falando de tempo mínimo a ser dedicado a Deus. Se alguém pode dedicar mais, é melhor ainda. Segunda, o futebol, em geral, não é a única forma de lazer que uma pessoa exerce. O tempo total do lazer não pode ser maior que o tempo dedicado ao Senhor. Terceira, estamos pressupondo que o trabalho, o sono, o alimentar-se e tudo o mais que se fizer durante o dia, será para a glória de Deus. Afinal, toda a nossa vida e todo o nosso ser pertencem a Ele, não é mesmo?
Para finalizar, fiquemos com o verso 1º do Salmo 103: “Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome”.
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