I – O CONTEXTO BÍBLICO
1 – O termo “eclesiastes” vem do idioma grego e corresponde à palavra hebraica “qohelet” que significa “pregador”. Embora haja controvérsias, a maioria dos pesquisadores crê que “o pregador” foi o rei Salomão, filho de Davi. As “pregações” do livro refletem as experiências e conflitos de um homem que foi muito sábio, mas que, como todo ser humano, teve seus altos e baixos.
2 – A estrutura de Eclesiastes é a de uma espécie de diário, ou seja, os pensamentos ali contidos correspondem a diversos estados da alma do escritor. Assim sendo, eventuais contradições, alternâncias entre afirmações extremamente pessimistas e outras cheias de alegria e esperança, devem ser vistas como a sequencia de uma vida humana normal.
3 – A expressão-chave do livro é “debaixo do sol”, repetida vinte e oito vezes (mais duas “debaixo do céu”). Isto quer dizer que as afirmações do livro, em sua grande maioria, são próprias de alguém que vê a vida do ponto de vista meramente terreno.
4 – As afirmações de uma pessoa que se viu completamente decepcionada com a brevidade da vida terrena, com suas injustiças e suas fatalidades, servem para ressaltar a necessidade de que Deus nos provesse da vida eterna.
II – A UTILIDADE DO LIVRO DE ECLESIASTES PARA HOJE
1 – É bem próprio dos nossos dias o apelo para que as pessoas se entreguem aos prazeres, vendo nestes a própria razão de viver.O autor do livro teve a oportunidade de desfrutar dos prazeres terrenos como ninguém (2.1-10). Sua conclusão: “Eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (2.11). Ou seja: a vida aqui, vista como um fim em si mesma, não vale nada.
2 – Por outro lado, mesmo entendendo que a duração da vida aqui não é nada diante da eternidade, são válidos os ensinamentos de Eclesiastes, no sentido de que ela deve ser vivida da melhor maneira possível (3.12), com alegria (3.13; 4.18; 8.15; 9.7), beleza (9.8), equilíbrio (7.16, 17), tranquilidade (4.6), sabedoria (7.19; 8.1), bom senso (7.21, 22).
3 – Pérolas de Eclesiastes:
3.1 O bom relacionamento com Deus: a essência da vida – 5.1-6; 8.12; 12.13;
3.2 O valor do companheirismo – 4.9-12;
3.3 A importância da generosidade – 11.1, 2
3.4 A beleza de uma vida conjugal bem conduzida – 9.9
3.5 A utilidade da tristeza – 7.2-4
3.6 A importância de se ser diligente em tudo – 9.10; 11.4-6
3.7 Como se deve viver a juventude – 11.9-12.1.
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