Brasília, 6 de setembro de 2009.
Pode parecer a alguém que o apóstolo Paulo foi um tanto presunçoso quando exortou os irmãos coríntios a serem seus imitadores. Essa impressão desaparecer se levarmos em conta três coisas: a primeira é que ele se obriga a ser um imitador de Cristo. A segunda é que ele se submete à avaliação das pessoas quanto a estar sendo ou não um imitador do Divino Mestre. As pessoas só teriam a obrigação de serem imitadores dele se ele fosse, realmente um imitador de Cristo.
A terceira coisa a ser levada em conta ao apreciarmos a exortação do apóstolo é que Jesus nos mandou agir da maneira como Paulo está agindo, ou seja, Jesus quer que nos ponhamos como exemplos para serem imitados. Sim, cada um de nós precisa dizer o que Paulo disse.
Mas quando foi que Jesus nos mandou ser modelos para as outras pessoas? Em diversas ocasiões, inclusive quando fez a “Grande Comissão”: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do filho e do Espírito Santo” (Mateus 28.19). Aí alguém pode argumentar: “Jesus mandou fazer discípulos dele, de Jesus”. Tudo bem, mas esse novo discípulo está sendo formado por outra pessoa diretamente. Indiretamente ele é discípulo de Jesus, mas quem o está instruindo sou eu, é você. Que responsabilidade, hein? Pois é, mas isso é, acima de tudo, um grande privilégio.
Agora vem outra grande questão: como é que eu posso ser um bom imitador de Cristo, de tal forma que as pessoas que me imitarem, sejam na verdade, imitadores d’Ele? A resposta está lá na “Grande Comissão”:”…ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado…” (Mateus 28.20). Então, eu preciso saber o que foi que Jesus mandou guardar, seguir o que Ele mandou e ensinar outros a fazer o mesmo. Ih, complicou. Como é que eu vou saber o que foi que Jesus ordenou? Complicou nada. Tudo o que Jesus ordenou está na Bíblia.
Mas se eu esquecer do que está na Bíblia? Aí entra em ação o Espírito Santo. Ao prometer que enviaria o Espírito Santo a este mundo, Jesus afirmou: “Aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26).
Atenção: o Espírito Santo nos faz lembrar, não adivinhar. Então, é necessário ler as palavras de Jesus. Depois, se nos esquecermos, o Espírito de Deus nos fará lembrar. Está claro que precisamos manter uma comunhão constante com o Consolador para que Ele se sinta à vontade para agir em nós.
Mais uma observação importante: Jesus é a Palavra de Deus encarnada (João 1.14; Apocalipse 19.11-13). Então, cada pessoa que vive a Palavra de Deus está vivendo o próprio Cristo. Imitar a Paulo ou a qualquer pessoa que viva a Palavra de Deus é imitar o próprio Cristo.
Imitemos a Jesus. Façamos discípulos. Façamos imitadores de Cristo.
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