Brasília, 19 de outubro de 2008.
As crises são normais na vida de qualquer pessoa. O próprio ato de nascer é uma crise, tanto para quem nasce como para quem dá à luz. Daí em diante, a gente tem, no mínimo, uma crise no final de cada fase da vida, até porque o final de uma fase representa o início de outra. Bem, crises podem acontecer em qualquer ponto de nossa existência. Abraão passou por crises, Isaque sofreu à beça na fase em que viveu entre os cananeus e também no tempo em que passou no Egito. E o Jacó, hein? Esse sim, que passou por crises. José, menino tão bonzinho, teve que encarar cada uma! E Davi, e Daniel e Pedro, e Paulo?
As sociedades humanas também passam por crises. Às vezes as crises envolvem uma grande parte da humanidade e há momentos em que o mundo todo enfrenta momentos críticos. Só para lembrar alguns episódios bíblicos: o dilúvio, a grande fome no tempo em que a família de Jacó se mudou para o Egito, a própria saída do povo de Israel da escravidão de Faraó, os quarenta anos de peregrinação pelo deserto, a tomada de Canaã, os exílios do povo judeu, o surgimento e as quedas dos grandes impérios mundiais, a nova realidade mundial estabelecida com surgimento e expansão do cristianismo. Depois disso tudo, veio a Era dos descobrimentos que trouxe lá seus conflitos internacionais; aconteceu a Reforma Protestante com uma alteração extraordinária do status quo; as guerras mundiais, a Grande Recessão de 1930…é, as crises vêm e se vão.
Nada do que se disse até agora elimina o fato de que a crise representa um momento de tensão, preocupação e, muitas vezes, de muito sofrimento. Crise é crise.
Por outro lado, nem toda tensão é desnecessária, nem toda preocupação é maléfica e há muitos sofrimentos que produzem resultados positivos. Jesus nos diz em João 16:21: “A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo”.
Na verdade, toda e qualquer crise é benéfica para os cristãos verdadeiros atingidos por elas, uma vez que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”, segundo o que está escrito em Romanos 8.28. As crises fazem parte de “todas as coisas”. O espaço aqui não permite uma análise profunda dessa verdade, mas, por favor note que “todas as coisas” devem ser vistas “juntamente”. Note, também, que a promessa é para os que “amam a Deus”.
Outra grande verdade a respeito das crises: a atitude que temos diante delas e a maneira com que nos conduzimos dentro delas afetam os seus resultados para conosco e até para com as outras pessoas. Se encaramos uma crise com uma atitude de fatalismo, derrotismo ou mesmo de imobilismo, certamente vamos sair prejudicados dela. Por outro lado, se a vimos como oportunidade para aprendizado, crescimento e até para prosperidade, vamos sair ganhando no final.
Sobretudo, a Igreja cristã deve conduzir-se serenamente diante das crises, sejam elas internas, locais, regionais, ou mesmo mundiais. O povo de Deus sempre tem a chave ou é a própria chave para as soluções das crises. Se a Igreja ora em qualquer tempo, nos momentos de crise devem orar ainda mais. Se demonstra fé em Deus em sua vida normal, não vai deixar de demonstrá-la nas horas de crise: pelo contrário, vai colocar sua fé em prática como nunca. Vai investir no reino, vai semear, vai louvar, e vai dar Graças a Deus, antecipadamente, pelos resultados das crises, sejam elas quais forem. Afinal, nosso Senhor Jesus Cristo, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, está no controle de tudo e a vitória é dele e dos que estiverem com Ele.
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