Brasília, 24 de abril de 2007.
Um livro de autoajuda, chamado “O Segredo”, de autoria de uma senhora australiana, residente nos Estados Unidos, de nome Rhonda Byrne, está fazendo enorme sucesso. O conteúdo desse livro começou a ser apresentado em DVD, muito vendido também, e hoje já está nas telas dos cinemas. O pensamento central, “o segredo”, é este: “Se você visualizar na mente aquilo que deseja e fizer disso seu pensamento dominante, atrairá o que quer para a sua vida”. Isso lhe soa familiar? Não é, justamente, o que um bom grupo de cristãos anda pregando por aí, a torto e a direita? Pois é. Se o que esses cristãos andam pregando for fé, então dona Byrne é uma grande incentivadora da fé.
No fundo, no fundo, “O Segredo” apresenta um tipo de fé. Por exemplo, existe a fé natural, aquela que o lavrador exerce quando enterra a semente no solo, crendo que ela vai germinar crescer e frutificar. Existe a fé salvadora, a que nos leva a crer em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. Existe o dom da fé, o que tem a ver com a realização de grandes empreendimentos em prol do Reino de Deus.
Em “O Segredo” existe um pouco de fé natural, um pouco de atitude positiva diante da vida e muita ilusão. Ter uma atitude positiva diante da vida é bom. Viver de ilusão é um grande prejuízo. Pensar que nossos pensamentos positivos podem produzir qualquer coisa que queiramos é tolice. Pensamentos, por si sós, não produzem nada. Pensamentos bons, bem ordenados, associados a um bom planejamento e ações corretas, podem produzir muita coisa, mas não todas as coisas.
Agora, não confunda pensamento positivo com fé cristã. Ter fé em Cristo é ter confiança absoluta n’Ele, ao ponto de aceitar Sua vontade, inclusive quando ela contrariar a nossa. Ter fé em Cristo é tê-lo como Senhor e, assim, estar sempre a serviço do Reino d’Ele. Isso afeta, e muito, os nossos desejos e, consequentemente, o conteúdo dos nossos pedidos a ele. Eu creio que o escritor bíblico enfocou bem esta questão quando registrou: “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; sois invejosos, e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedia mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4.1-3).
É tempo de definirmos bem o que somos e o que queremos. Se estivermos seguindo a Cristo, não podemos ter apego a este mundo. Não faz sentido querermos envolver o nosso Senhor em nossos caprichos, em nosso desejo de ter coisas, simplesmente, para gastarmos em nossos deleites. Tudo o que somos e o que temos deve estar a serviço do Reino de Deus, de uma forma ou de outra. Nosso anelo deve ser, sempre, ver a vontade de Deus prevalecer nesse mundo. Sendo assim, nossos pedidos ao Senhor serão atendidos. Este é o verdadeiro segredo.
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