Brasília, 27 de novembro de 2005.
Na próxima quarta-feira. Dia 30, é feriado no Distrito Federal. É o “Dia do Evangélico”. Muita gente, inclusive dentro do próprio segmento evangélico, acha que esse feriado não devia existir. Há nobres argumentos contra a paralisação remunerada do funcionalismo público do Distrito Federal, e da maioria dos setores produtivos da cidade, só para homenagear os evangélicos. Um deles é que, ao reivindicar e/ou aceitar a existência de tais feriados de mesma natureza, como por exemplo, a do “Dia da Padroeira do Brasil”.
Sem, a priori, emitir parecer contra ou a favor do feriado pelo dia do evangélico, gostaria de dar algumas informações a respeito do assunto, com o objetivo de, ao menos, esfriar um pouco os ânimos, às vezes tão exaltados quando se aproxima o feriado do dia 30 de novembro.
De acordo com a Lei Federal 9.093, os municípios brasileiros podem estabelecer feriados religiosos “de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a sexta-feira da Paixão”. Isso quer dizer que em homenagem aos evangélicos ou em homenagem a algum “santo”, evento ou grupo religioso, os tais feriados acabam acontecendo.
Agora, já emitindo uma opinião pessoal, eu creio que a discussão sobre a conveniência de se ter ou não, em Brasília, o feriado pelo “Dia do Evangélico” deve ser iniciada com a análise da legitimidade dos feriados religiosos, sejam nacionais, estaduais ou municipais. Já que o Brasil é um Estado laico, qualquer feriado religioso é inconstitucional. Mantida a atual situação, sinceramente, eu prefiro o feriado em homenagem aos evangélicos do que em homenagem a “são não sei quem”. E sei lá que outros tipos de feriado poderiam colocar no lugar dele!
Independentemente de existir ou não um feriado em sua homenagem, os evangélicos têm prestado grandes serviços à cidade de Brasília e a todo o Brasil. Quer os homens reconheçam quer não, nenhum grupo tem feito tanto pelo bem-estar e desenvolvimento de nossa gente, mais que tudo na área espiritual, mas também nos setores de educação, assistência social, estruturação e reestruturação familiar, e tantos outros.
A propósito, recebemos nesta semana uma correspondência do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em que consta o seguinte: “A sociedade civil é de fato parceira das ações do governo na erradicação da fome, onde organismos vinculados a grupos religiosos possuem valiosa participação, reconhecendo na assistência social um importante elemento de sua vocação em servir ao próximo. As iniciativas levadas a cabo pelo segmento evangélico são de destacada importância na avaliação do que se vem fazendo nessa área”.
Bem, com feriado ou sem feriado, FELIZ DIA DO EVANGÉLICO.
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