Brasília, 18 de julho de 2004
É muito comum o uso da expressão “tempos de vacas gordas” para referir-se a tempos de fartura, como também “tempo de vacas magras” para épocas de dificuldades materiais. Mas nem todas as pessoas sabem que estas expressões são tiradas da Bíblia. A fonte é o capítulo 41 do livro de Gênesis.
Faraó, o soberano do Egito, sonhou com sete vacas magras que devoraram sete vacas gordas. Viu também sete espigas mirradas que devoraram sete espigas cheias e boas. Acordou impressionado, desejando saber o que aquilo significava.
Ninguém pôde dar a Faraó a interpretação dos seus sonhos senão um prisioneiro chamado José. Foi, então que o soberano do Egito ficou sabendo que seu país passaria por sete anos de fartura representados pelas vacas gordas e pelas espigas cheias, e que depois adviriam sete anos de seca.
Faraó tirou José da cadeia e nomeou-o a Governador de todo o Egito. Sabiamente, José ajuntou alimentos nos “tempos de vacas gordas” e os disponibilizou para o povo nos “tempos de vacas magras”.
Acho que é um bom exercício colocar a seguinte questão: Porque Deus não deu logo a Faraó a revelação completa do que iria acontecer? Ao invés de vacas e espigas Ele poderia mostrar logo uma página impressa ou uma declaração audível com a informação de que haveria os sete anos de fartura seguidos dos sete anos de seca. Se Faraó não podia receber de Deus a revelação completa, então para que dá-la pela metade?
Outra colocação: não seria melhor deixar tudo por conta de José? Neste caso, Deus daria o poder político ao seu servo, dar-lhe-ia a revelação do futuro e orientação quanto ao que fazer. Não seria necessário envolver Faraó na história.
Claro que todas essas conjecturas não passam de exercícios intelectuais. Deus sempre sabe o que faz. A alternativa que Ele escolhe é sempre melhor. Mas vamos continuar refletindo.
Desde que os nossos primeiros pais pecaram, as nações estão sujeitas a serem governadas por homens que não têm comunhão com Deus. O que não quer dizer que Deus desautorize o governo deles. O Senhor quer que os homens governem bem e sempre está disposto a ajudá-los. Ele age assim por causa do seu amor pela humanidade em geral e, mais especialmente, por causa dos seus servos que se encontram em meio a cada povo do mundo. Ele procurou ajudar a Faraó e o fez de maneira direta até onde isso foi possível. Claro que o soberano egípcio tinha bloqueios em relação a Deus e esses bloqueios é que atrapalhavam as coisas.
Quanto a José, tinha comunhão com Deus, mas não tinha o poder político. E daí? Há muitos servos de Deus nessa condição. O importante é que o Senhor pôde contar com ele na hora em que precisou de alguém para comunicar-se com o governante do Egito. É isso que deve acontecer com cada um de nós. Deus nos usará como bênçãos, uns de uma maneira outros de formas diferentes. Uns ascenderão a postos importantes na liderança de países e outros serão instrumentos do mesmo Deus em missões menos visíveis. Mas, em qualquer caso, o detalhe importante é que haja em nós o Espírito de Deus, tal como Faraó declarou que havia em José (Gn 41.38). Amém.
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