I – INTRODUÇÃO
1. A palavra “pitonisa” ou “pitonissa” é a forma feminina de “píton”, designação antiga para uma pessoa que adivinhava o futuro, mago.
2. Ao estabelecer seu pacto com o povo de Israel, Deus o proibiu de ter qualquer envolvimento com os feiticeiros e seus assemelhados – Ex 22.18; Lv 19.31; 20.27; Dt 18.10, 11.
3. A busca do saber e do poder sobrenatural, deveria e deve ser, sempre, através
do Senhor. Ele tem seus próprios meios de conduzir seu povo através do mundo sobrenatural: sua Palavra e homens e mulheres cujo ministério seja referendado pela própria Palavra – Dt 13.1-5; Is 8.19, 20.
4. Saul, em um bom momento de seu reinado, tinha combatido severamente a feitiçaria no meio do povo de Israel – I Sm 28.3.
5. Em um mau momento, Saul se afastou de Deus e Deus se afastou dele. Consequentemente, a comunicação de Saul com Deus ficou interrompida I Sm 28.6.
6. Desesperado diante de uma guerra perigosíssima, Saul procurou uma mulher que “tinha o espírito de feiticeira” para se comunicar com o profeta Samuel, seu antigo conhecido que já estava morto. I Sm 28.3, 11.
7. Saul encontrou uma pessoa que teria a capacidade para fazer o que ele desejava: era uma mulher que residia na cidade de En-Dor. Ela pôs em ação os poderes que possuía e fez aparecer uma pessoa que foi identificada como Samuel e que falou e se comportou como sendo o falecido profeta.
II – A CONTROVÉRSIA
1. Argumentos de quem acredita que foi, realmente, o profeta Samuel que apareceu e falou com Saul:
a) Está escrito no texto que Samuel falou com Saul – verso 15.
b) A aparência física da pessoa que se manifestou em En-Dor é coerente com a do falecido profeta. Verso 14.
c) As palavras do pretenso “Samuel” são coerentes com os principais acontecimentos da vida de Saul. Versos 16 a 18.
d) Os “bolos asmos”, referidos no verso 24, sugerem certa reverência da mulher para com o verdadeiro Deus.
2. Argumentos de quem não acredita que tenha sido Samuel:
a) Quem “entendeu” que a pessoa fosse Samuel foi Saul. Verso 14.
b) O escritor teria, então, narrado os fatos do ponto de vista de Saul.
c) O espírito de um profeta de Deus não poderia estar à mercê de uma feiticeira.
d) Mesmo que fosse possível trazer o profeta Samuel para o cenário, ele não profetizaria para Saul, já que nem os profetas vivos tiveram autorização para fazê-lo.
III – O QUE REALMENTE INTERESSA
1. Uma das razões apontadas pela própria Bíblia para que Saul tivesse o fim trágico que teve, foi a consulta que ele fez à feiticeira. I Crônicas 10.13, 14. Portanto, Deus não aprovou (e nem aprova) a prática de se consultar os mortos.
2. Na narrativa feita por Jesus, registrada em Lucas 16.19 a 31, um servo de Deus não teve autorização para voltar a este mundo, depois de morto, nem para anunciar o Evangelho a uma família.
3. Os servos de Deus, depois que o corpo morre, vão para o Paraíso (Lc 23.43). Eles não ficam indo e voltando para dar recado a ninguém. Quem quiser conhecer a vontade de Deus, leia a Bíblia e faça o que ela manda. Vivendo em comunhão com Deus, através de Jesus Cristo, o crente pode ministrar e
receber ministrações da parte do Espírito de Deus, ministrações estas que deverão, sempre, ser confrontadas com o que a Palavra de Deus ensina. I Coríntios 12.4-11; 14.26-33.
4. Reflitamos bem nas últimas palavras do último texto citado acima: Deus não é Deus de confusão!
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1 Comentário
Excelente estudo muito bem embasado biblicamente e bastante esclarecedor para aqueles que tem alguma dúvida sobre essa passagem das Escrituras Sagradas.