Absalão tinha tudo para se dar bem na vida. Para começo de conversa, era filho do rei e o segundo na ordem sucessória. E ele era um príncipe que cumpria o figurino dos contos de fada: a Bíblia nos diz que ele era muito formoso (Ref.).
Outra característica notável de Absalão era a capacidade que tinha de esconder seus sentimentos. Quando Amnon, seu irmão mais velho, cometeu algo que o magoou muito, ele “não falou mal nem bem”(ref.). Ele calou-se a respeito do episódio durante dois anos, tempo suficiente para as pessoas pensarem que ele já havia se esquecido de tudo. Passado esse tempo ele, simplesmente, se vingou de Amnon assassinando-o. Absalão, de qualquer forma, tinha um tremendo autocontrole!
Outra característica do jovem príncipe: habilidade política. A Bíblia nos diz que ele conseguiu “roubar o coração do povo”. O pai dele vinha fazendo um bom governo havia décadas, mas ele, usando de certos artifícios, conseguiu convencer a muita gente de que era capaz de fazer melhor.
Absalão também sabia assessorar-se muito bem. Tão logo conseguiu chegar ao poder, contratou a Aitofel, a pessoa de quem a Bíblia diz que tinha tanta credibilidade que sua palavra era como se fosse a palavra de Deus (ref.).
Pois é, uma pessoa com tanto talento terminou a vida prematuramente e em condições extremamente trágicas, para si e para o seu povo. Alguns de seus talentos ele conseguiu utilizar contra si mesmo. Por exemplo, sua privilegiada cabeleira, um dos maiores motivos de seu orgulho, serviu para mantê-lo pendurado em uma árvore, totalmente vulnerável diante de quem o queria matar.
O admirável autocontrole de Absalão também trabalhou contra ele mesmo, na medida em que ele o utilizou para sufocar uma mágoa da qual, deliberadamente, não quis se livrar. Quanto mal aquele ressentimento, guardado no coração durante dois anos, deve ter feito aquele moço!
Aparentemente, Absalão matou a Amnon movido pelo senso de justiça. Mas a crueldade com que agiu para com o próprio pai mais tarde mostrou que ele não era nem um pouco melhor do que o irmão ao qual assassinou. Então, já que o que o moveu não foi a busca da justiça, a motivação verdadeira terá sido a ambição. O que ele queria, mesmo, era livrar-se da única pessoa que tinha mais direito ao trono do que ele.
Amnon também se mostrou uma pessoa muito ingrata. Quando o pai lhe permite voltar á casa, mesmo tendo cometido o crime que cometeu, ele se prevalece da situação para tentar depô-lo e matá-lo.
Capaz de buscar seus interesses a qualquer custo (as concubinas de seu pai)
Apressado (ele já era o príncipe herdeiro).
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