I – O CONTEXTO BÍBLICO
1 – A epístola aos Hebreus tem a característica de não mencionar o nome de seu autor, nem na introdução, nem nas saudações finais e nem em qualquer parte de seu conteúdo.
2 – Há argumentos a favor da autoria paulina da epístola, mas há, também, fortes argumentos contrários, inclusive o de que todas as epístolas de autoria do apóstolo Paulo contêm seu nome logo na introdução e, algumas, até em outras partes mais.
3 – Apolo, Barnabé, Áquila e Priscila, Judas, o irmão do Senhor, são pessoas a quem já se atribuiu ou ainda se atribui a autoria da epístola aos Hebreus.
4 – Com razoável segurança se pode dizer que a epístola foi escrita por algum cristão da segunda geração (2.3) e antes da destruição do templo de Jerusalém (10.3), ou seja, ela deve ter sido escrita lá pelos anos sessenta do primeiro século.
5 – Hebreus foi escrito como uma exortação (13.22) para servos de Deus que, embora já tivessem mostrado grande amor por
Deus e pelos irmãos (6.10; 10.34), estavam com tendências de abandonar a fé (4.1), não queriam congregar-se regularmente (10.25) e, consequentemente, não estavam crescendo como deviam (5.12).
6 – O conteúdo da epístola dá a entender que a raiz do esfriamento dos destinatários dela era uma nostalgia ou inveja do sistema de culto do Antigo Testamento.
7 – Diante do grande perigo que os destinatários de sua carta estavam correndo, até porque a perseguição ao cristianismo se acirraria logo nos anos seguintes, o autor faz uma belíssima exposição acerca da imprescindibilidade, do poder e da recompensa da fé (capítulos 11 e 12).
II – A SUPERIORIDADE DO NOVO TESTAMENTO
1 – Ele é, simplesmente, a realidade da qual o Antigo só era um símbolo – 8.1-5; 10.1.
2 – Consequentemente, ele é “um melhor concerto” – 7.22; 12.24.
3 – Fundamenta-se em melhores promessas – 8.6
4 – Tem um único Sumo-sacerdote que é superior aos anjos (1.1-4), a Moisés (3.3) e a todos os outros do Antigo Testamento, porque é imortal (7.23- 25), sem pecado (7.26), exerce um ministério mais excelente (8.6), entrou no verdadeiro santuário celestial (4.14; 6.17-20; 8.2), ofereceu um único sacrifício (9.11, 12; 10.12-14) que, ao contrário dos outros, é eficaz (2.14, 15; 9.11-14; 10.3, 4, 11, 12).
5 – Inclui uma melhor ressurreição – 11.35.
6 – Produz uma melhor esperança – 7.19.
7 – Conduz seus participantes a uma pátria melhor – 11. 16.
III – CONTEXTUALIZANDO HEBREUS
1 – Devemos viver por fé e não por vista – Hb 10.38; II Co 5.7.
2 – Precisamos estar alertas para a verdade de que rituais pomposos, práticas religiosas muito ostensivas e uma santidade que se baseie, exclusiva ou prioritariamente em usos e costumes são coisas da carne – Gl 5.19, 20; Mt 6.1-18; 23.1-8.
3 – Mais do que nunca devemos fugir de práticas que tentem nos levar de volta ao Antigo Concerto – Gl 3.1-5.
4 – Um pequeno esfriamento espiritual, se não for revertido, pode acabar por nos levar ao inferno – Hb 10.26-31, 35-39; 12.12-15, 28, 29.
5 – Sigamos os exemplos de fé de nossos irmãos do passado e, mais que tudo, o do nosso Salvador – Hebreus, capítulos 11 e 12.
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