Quem lê os escritos de Roberto Mendonça, acaba descobrindo três coisas muito importantes: primeira, Jesus não veio trazer paz a terra, mas a espada. Segunda, o curto período do ministério público de Jesus, nada mais do que três anos e meio, causou muito transtorno ao seu povo, o povo judeu. Terceira, os seguidores de Jesus, nesses dois mil anos de história, têm se apresentado como pessoas inconformadas e cheias de paradoxos.
Reconhecendo que as afirmações feitas acima são muito fortes, vou explicá-las uma a uma.
Na verdade, nunca li em nenhum artigo de nosso fértil articulista a afirmação de que Jesus não veio trazer paz à terra. No entanto, a Bíblia afirma isso, como sendo palavras do próprio Jesus. Veja-se o verso 34 do capítulo 10 do livro de Mateus. Ocorre que é impossível acompanhar os artigos de Roberto Mendonça sem se recorrer, constantemente, às Sagradas Escrituras. O que dá base a tudo o que ele escreve é a própria Bíblia. Ele tem obsessão por levar seus leitores a se familiarizarem com o texto bíblico. E, recorrendo à Bíblia, mais cedo ou mais tarde o leitor vai se deparar com todas as afirmações de Jesus acerca de Si mesmo, inclusive com aquela que citamos.
Quanto à segunda afirmação, ela está associada à primeira. Ao rejeitarem Jesus como o seu Messias, o povo de Israel trouxe graves consequências para si. Sim, porque é impossível que alguém rejeite a Jesus Cristo sem trazer para si graves consequências. Não que Ele seja cheio de caprichos e vingativo. O que acontece é que ao rejeitá-lo, implicitamente tomamos uma opção contrária à que ele nos oferece e, qualquer opção desse tipo, é desastrosa. Os sofrimentos do povo judeu (de onde vem a palavra “judiar”), ao longo de toda história, sempre foram capazes de causar profunda dor em qualquer pessoa esclarecida e dotada de sentimentos. O próprio Jesus chorou, ao antever os sofrimentos que adviriam ao povo que Ele tanto amou. Muitos dos artigos do “exímio escritor de Montes Claros”, fortalecem a nossa simpatia pelo povo que legou à humanidade a própria Bíblia e do qual se disse certa vez à beira de um poço, “a salvação vem dos judeus”.
Vamos à última afirmação que fizemos. Para aceitarmo-la temos que nos lembrar de que Jesus foi um grande inconformado. Ele veio ao mundo, justamente porque não se conformou com a sorte que estava prevista para o mundo de seu tempo e dos tempos a seguir. Diferentemente de todos os outros homens, Ele tinha a opção, inteiramente sua, de nascer neste mundo ou não nascer. E resolveu nascer e enfrentar o desafio de mudar a história. Jesus mudou o curso da história. E legou aos seus seguidores a tarefa de continuar trabalhando para mudar as pessoas e coisas. Um seguidor de Jesus é, por definição, um inconformado, um revoltado. E cheio de paradoxos. Cada seguidor de Jesus crê que para subir deve descer, que para ser exaltado precisa se humilhar; que é verdadeiramente rico quem é verdadeiramente pobre; que feliz é quem chora e forte, mesmo, é quem é fraco. Paradoxos, paradoxos, paradoxos.
Roberto Mendonça, desde a mais tenra juventude, luta por transformações. Estudou, pesquisou, submeteu-se a intensos treinamentos, deixou-se doutrinar e doutrinou, deixou-se arregimentar e arregimentou muita gente, pegou armas, literalmente foi à luta. Perseguiu todo o tipo de religião, principalmente a de Cristo. De repente, tem o seu “Caminho de Damasco”. Encontra-se com Jesus. Abandona os antigos companheiros, abandona a literatura e as armas que o acompanharam por tantos anos. Acomodou-se? Acovardou-se? Que nada! Tornou-se mais revolucionário e mais aguerrido do que nunca. Só que a arma agora é outra. A arma agora não é fuzil nem metralhadora. A arma agora é a famosa espada que Jesus trouxe a terra. A espada é a Palavra de Deus. a espada do Espírito. Que tremenda arma!
A partir de sua coluna no jornal Notícias, de Montes Claros – MG, sua trincheira, Roberto Mendonça vem desferindo tiros certeiros contra a injustiça, o egoísmo, a desesperança, a ignorância. Para ampliar o impacto desses “tiros”, é publicada esta coletânea de artigos que, por certo, repercutirá em muitos lugares por este mundo afora. Abençoado seja esse esforço, abençoados sejam aqueles a cujas mãos chegar um exemplar desta obra. Abençoados sejam o coração e a mente que produziram estes artigos, de maneira que continuem concebendo muitos frutos como estes.
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